sábado, 21 de dezembro de 2013

Mantida liminar contra aumento do IPTU em São Paulo.

O presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), ministro Felix Fischer, negou no início da tarde desta quarta-feira (18) a suspensão de liminar concedida pelo Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) para impedir o aumento do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) na capital paulista.

A prefeitura argumentava que a liminar causaria graves danos à economia e à ordem pública. O prejuízo aos cofres municipais chegaria a R$ 800 milhões no primeiro ano e somaria até R$ 4,2 bilhões de perdas em repasses federais, estaduais e operações de crédito.

Além disso, para o município, o TJSP teria contrariado a lei ao não permitir que seus procuradores fizessem sustentação oral na sessão que concedeu a liminar. A liminar impediria o município de atualizar para valores de mercado a base de cálculo do imposto, a qual, segundo a prefeitura, não poderia ficar atrelada apenas à variação da inflação ou do Produto Interno Bruto (PIB).

Pedido incabível

O ministro Fischer esclareceu, porém, que a concessão de medida cautelar contra o poder público em caso de ação direta de inconstitucionalidade (ADIn) não é regulada pela Lei 8.437/92, que admite o pedido de suspensão.

Conforme o presidente, essa lei só é aplicável nas hipóteses de processos que tratam de interesses individuais. Mas a ADIn contra a lei municipal, em trâmite no TJSP, visa defender o sistema constitucional.

Por isso, para o ministro Felix Fischer, o pedido de suspensão – como o apresentado pelo município – não é o meio adequado para combater os efeitos de liminar concedida em casos de controle concentrado de constitucionalidade.

STF

Ele ressaltou ainda que, mesmo que se considerasse cabível o pedido – o que já ocorreu em decisões isoladas e minoritárias do Supremo Tribunal Federal (STF) –, a competência para apreciá-lo seria da corte constitucional.

Isso porque a competência para apreciar os pedidos de suspensão de liminar e de sentença é do tribunal competente para analisar eventual recurso cabível da decisão. No caso, contra a decisão do TJSP caberia recurso extraordinário, a ser julgado pelo STF.

Processo: SLS 1836


Fonte: STJ - Superior Tribunal de Justiça - 18/12/2013

Salário mínimo deve ficar entre R$ 722 e R$ 724 a partir de Janeiro.


′Se tivermos perto de R$ 724 arredondamos para cima, damos uma força′, disse Dilma

Brasília - A presidente Dilma Rousseff afirmou, na manhã desta quarta-feira (18) que o novo salário mínimo, vigente a partir de 1º de janeiro de 2014, ficará entre R$ 722 e R$ 724, o que representaria uma alta de 6,5% a 6,78% sobre os R$ 678 atuais.

"A regra da correção do salário mínimo depende do fechamento do PIB (Produto Interno Bruto) e da inflação, mas dá para sabermos que ficará entre R$ 722 e R$ 724. Se tivermos perto de R$ 724 arredondamos para cima, damos uma força", disse.

"O pessoal pode ficar satisfeito antecipadamente", completou a presidente, em entrevista para emissoras de rádio de Pernambuco.

Fonte: O Dia Online - 18/12/2013

terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Cyrela e Caixa negociam área no gasômetro.

 
 
A Caixa Econômica Federal (CEF) negocia com a incorporadora Cyrela Brazil Realty um projeto para o terreno do antigo gasômetro, na Zona Portuária do Rio, segundo o Valor apurou com fontes próximas às negociações. Trata-se de uma área de 115 mil metros quadrados, há quase uma década sem uso, aportada pela prefeitura no fundo criado pela CEF para financiar a revitalização da região.

Procurada, a Cyrela não confirmou a negociação. A Caixa, por meio de sua assessoria de imprensa, informou que não comentaria o assunto, "pois se encontra em período de confidencialidade".

No mercado, porém, circula a informação de que o projeto final deve ter área construída de 850 mil metros quadrados, dividida entre um shopping e edifícios comerciais e residenciais de até 50 andares. Com isso, o empreendimento teria 60% de uso comercial e 40%, residencial. A negociação do terreno estaria sendo feita por permuta entre a CEF e a incorporadora. A Companhia Estadual de Gás (CEG), antiga usuária do terreno, também ficaria com parte da área.

Paralelamente, a CEF teria conduzido negociações com grupo formado pela Related Brasil, pela operadora de shopping centers Westfield, pela a BNCorp e a holding de investimentos do grupo Bueno Netto. Procurada pelo Valor, a Related confirmou o interesse no terreno, mas disse que as conversas não evoluíram.

A definição do futuro do terreno do gasômetro é considerada chave para a evolução do projeto do novo porto do Rio, principalmente para atrair projetos residenciais. A expectativa é que a construção de um shopping no local amenize a carência de comércio na região.

Da Redação, original Valor Econômico.

Equipes buscam homem que costumava dormir em obra que caiu.

 

Mapa desabamento Guarulhos (Foto: Arte/G1) 
 
Os bombeiros procuram entre os escombros, na madrugada desta terça-feira (3), por um vigia desaparecido que costumava passar a noite em um alojamento no 2º subsolo do prédio em obras que desabou em Guarulhos, na Grande São Paulo.

O acidente ocorreu por volta das 19h20 de segunda-feira (2) na Avenida Presidente Humberto Castelo Branco, altura do número 1.900. Até as 0h40, nenhuma vítima havia sido localizada. Com a planta da construção em mãos, as equipes concentram as buscas no local onde ficava o dormitório.

De acordo com os bombeiros, duas pessoas costumam dormir na obra, mas um havia saído momentos antes para ir ao supermercado. O outro está desaparecido. Já os 13 outros homens que trabalhavam na construção tinham saído no momento do acidente.

O operário Francisco Antônio Barbosa de Souza, de 23 anos, disse que "muita gente" trabalha na obra, mas a maioria tinha ido embora às 18h, após o fim do expediente. "Tinha uns que dormiam ai. Uma faixa de uns seis, mas hoje não estavam todos. Só tinham uns dois", afirmou.
Quando o acidente aconteceu, ele já estava em casa. Souza contou que a obra estava no quinto e último pavimento. "Ia bater mais uma laje e fazer a caixa d'água", concluiu.

Moradores de uma casa que fica ao lado da construção, e também foi atingida pelos escombros, foram retirados em segurança. Oito casas da rua debaixo foram esvaziadas por precaução, de acordo com a Defesa Civil do município. Os moradores foram encaminhados para as residências de parentes ou para abrigos.

Mais de 20 equipes dos bombeiros de Guarulhos, Suzano e Mogi das Cruzes foram enviadas ao endereço. No total, são 65 homens da corporação. Dois cães farejadores percorrem a área do acidente. Em uma primeira varredura, ninguém foi localizado.

O prédio que estava sendo construído na avenida, que fica paralela à Rodovia Presidente Dutra, era comercial, de acordo com a Prefeitura da cidade. O nome da construtora ainda está sendo apurado.

Fonte:G1