Proprietária
de uma pousada geriátrica em Campo Grande, Silvia Samara Gimenes
Salamene, de 35 anos, sabe bem que não pode se descuidar da segurança
dos idosos. Sabe também que não basta só atenção e boa intenção. É
preciso garantir a acessibilidade dos clientes que atende todos os dias.
Há
três anos, justamente por essa questão, a casa passou a funcionar em
outro endereço. Como o antigo imóvel era alugado, os proprietários não
permitiram alterações na parte estrutural. Na “nova pousada”, tudo foi
pensado para quem já chegou à chamada “terceira idade”.
“Colocamos
banheiros adaptados em todos os quartos, corrimão em tudo, dentro e
fora. Os pisos são antiderrapantes. A casa é plana, não precisa de
rampa. Toda a preocupação foi por conta da acessibilidade”, afirmou a
proprietária.
Casas planejadas, acessíveis, é uma preocupação
antiga dos profissionais que trabalham na área da arquitetura, mas eles
ainda enfrentam a resistência de clientes. Muitos, com “medo” do custo
final da obra, acabam dispensando os ajustes necessários. O que
acontece, geralmente, é uma reforma na hora da necessidade. Aí sim, os
custos extras, dizem os especialistas, podem aparecer.
Arquiteta
Angela Cristina Santos Gil Lins, de 40 anos, integra a equipe técnica da
Sociedade em Prol da Acessibilidade, Mobilidade Urbana e Qualidade de
Vida de Mato Grosso do Sul (SBA). A profissional apontou algumas “dicas
gerais” de um projeto como esse. Em todo caso, é necessário, segundo
ela, uma boa entrevista com o cliente. A intenção é saber das
necessidades dele, as limitações e exigências. Se tratando de idosos, “o
levantamento das necessidades é maior ainda, pois precisamos saber se o
idoso vai morar sozinho, com um companheiro, se tem animais de
estimação, se recebe visitas”, disse, exemplificando.
O projeto
de uma casa para idosos deve contemplar tudo o que uma “residência
comum” tem, mas é preciso dar atenção à NBR 9050, norma técnica que
regulamenta a acessibilidade a edificações, mobiliário e equipamentos
urbanos.
A arquiteta, afirmou, “precisa dar atenção especial para
banheiros e pisos”. É imprescindível observar as dimensões dos espaços
de circulação e não se esquecer dos itens de segurança como, por
exemplo, pisos não escorregadios em áreas molhadas - como banheiro,
calçadas, área de serviço e varanda - e barras de apoio.
Entre as
dicas gerais, é preciso se atentar ao tamanho das portas – que devem
ter vão livre de 0,80 centímetros para facilitar o acesso de uma cadeira
de rodas -, maçanetas que facilitam a empunhadura e iluminação
adequada.
O cuidado se estende à decoração. O mobiliário precisa
ter altura adequada e cantos arredondados. É uma maneira de prevenir
acidentes. Angela Cristina também recomenda evitar o uso de tapetes com
felpa alta para não prejudicar quem tem dificuldade de locomoção.
Além
da segurança, a comodidade deve ser pensada. Uma casa acessível “é uma
casa confortável para toda as pessoas”. Se o projeto, desde o início,
levar em consideração esse conceito, não será mais necessário adaptar
nenhum espaço. Reformas, aliás, sempre acabam sendo mais caro que uma
nova construção.
“Um projeto para idoso não necessariamente
aumenta os gastos, ao contrário do que todos imaginam. O custo final da
obra será o mesmo de qualquer outra desde que seja bem planejada e
executada”, orientou a profissional.
Cartilha
Angela
lembrou que este ano, a SPA-MS elaborou, em parceria com o Conselho de
Arquitetura e Urbanismo do Estado (CAU – MS), um guia prático de
acessibilidade. A cartilha, que foi distribuída aos participantes da 2ª
Decon-MS, feira de decoração que aconteceu em Campo Grande, é
direcionada a projetistas e conta com a diretrizes básicas da
NBR-9050/2004.
São 63 páginas de orientações que trazem, por
exemplo, as exigências para construção de sanitários, bebedouros,
balcões, auditórios, cinemas, teatros, cozinha. O material também elenca
as especificações para o acesso e circulação e destaca as normas para
construção de calçadas, guias rebaixadas, faixas elevadas, rampas,
corrimão, guarda-corpo, degraus, entre outros.
Há, ainda, as
definições importantes para sinalização visual, tátil, sonora, de vagas
para veículos e até o local determinado para o posicionamento do
intérprete da Língua Brasileira de Sinais (Libras).
Além das
especificações para projetos residenciais e comerciais, o guia também
abrange as diretrizes recomendáveis para obras públicas, como parques,
praças e locais turísticos. Delegacias e penitenciárias também estão
incluídas.
A intenção dos órgãos é divulgar a legislação e
sensibilizar a sociedade sobre as dificuldades encontradas no uso dos
espaços utilizado pelas pessoas com deficiência, permanente ou
temporária, mobilidade reduzida, idosos ou gestantes.
Da Redação, original Campo Grande News
Nesta segunda-feira (8), primeiro dia últil das mudanças no trânsito na Zona Portuária, os motoristas enfrentam um longo congestionamento na região. Por volta das 9h, o tráfego era intenso nas proximidades do bairro Santo Cristo.
No sábado (6), o trânsito sofreu alterações para a continuidade das obras da operação urbana Porto Maravilha.
O acesso do Viaduto 31 de Março para o bairro do Santo Cristo segue fechado e os motoristas são obrigados a seguir pela Avenida Presidente Vargas, no Centro da cidade, ou pela Avenida Francisco Bicalho, na Zona Portuária.
No mesmo horário, havia lentidão também no Túnel Santa Bárbara, que dá acesso ao Viaduto 31 de Março, na Rua Pinheiro Machado, em Laranjeiras, na Zona Sul, na Avenida Paulo de Frontin, na Praça da Bandeira e na Avenida Radial Oeste.
Intervenções
As intervenções são para conclusão do conjunto de ruas e avenidas da Via Binário do Porto, que integra o novo sistema de mobilidade urbana implantado pelo Porto Maravilha, e para obras de implantação de infraestrutura (energia, telecomunicações, água, saneamento, drenagem, gás natural e iluminação pública).
A via paralela à Avenida Rodrigues Alves terá 3,5 km de extensão e será a responsável pela distribuição interna do tráfego da Região Portuária e seus acessos ao Centro, Avenida Brasil e Ponte Rio-Niterói. As interdições permitirão que as ruas e o Túnel da Saúde sejam liberados ao tráfego no segundo semestre. Em 2014, o Túnel do Binário, em sentido único em direção à Rodoviária Novo Rio, será incorporado ao sistema. O túnel começa na Rua Primeiro de Março com saída na nova via B1 (ainda sem nome) e emerge na Rua Antônio Lage.
Fonte:G1
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RIO DE JANEIRO, 11 Jun (Reuters) - O Conselho de Administração da
Klabin aprovou a construção de uma nova fábrica no Paraná, o chamado
Projeto Puma, e fará uma emissão 1,7 bilhão de reais em units para tocar
o projeto sozinha, informou a empresa de papel e celulose nesta
terça-feira.
A previsão é que a fábrica receba um total de 5,3
bilhões de reais em investimentos. O valor restante será captadao junto
ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e
agências multinacionais de importação, disse a maior produtora e
exportadora de papéis do Brasil em fato relevante.
As units serão compostas de 1 ação ordinária e quatro preferenciais e serão listadas no Nível 2 da BM&FBovespa.
A emissão das units ainda está sujeita à aprovação de detalhes da operação em assembleias geral e especiais de acionistas.
Ainda
precisa ser aprovada a operação que resultará em acréscimo de 15 por
cento no número de ações ordinárias detidas pelos controladores e uma
diluição de cerca de 3 por cento do capital social para os demais
acionistas.
Também deverá ser aprovada a substituição da vantagem
atribuída às ações preferenciais, visando um tag along de 100 por cento.
Atualmente, os papéis preferenciais recebem dividendo 10 cento superior
ao das ordinárias.
A Klabin disse que decidiu implementar o
projeto Puma diretamente, em vez de realizá-lo em conjunto com
investidores, como vinha negociando, por considerar mais vantajo para os
acionistas e para a empresa.
"O desenvolvimento do Projeto Puma
pela própria Klabin ... permitirá futuras integrações com máquinas de
papéis para embalagens da Companhia; trará ganhos operacionais
relevantes e sinergias ao longo da sua cadeia de produção; e será mais
vantajoso para a Companhia, potencialmente com menor diluição para os
seus acionistas", disse a empresa.
A empresa negociava com
investidores a instalação do projeto por meio da constituição de uma
nova empresa denominada Klabin Celulose, em que faria o aporte de 107
mil hectares de florestas plantadas no Paraná, além de recursos
financeiros dos investidores.
A unidade industrial, localizada em
Ortigueira (PR), terá capacidade para produção de 1,5 milhão de
toneladas de celulose por ano, sendo aproximadamente 1,1 milhão de
toneladas de celulose de fibra curta e 400 mil toneladas de celulose de
fibra longa.
No final de abril, o diretor geral da Klabin, Fabio
Schvartsman, disse que empresa esperava ter uma definição em breve sobre
o projeto e acreditava que a fábrica poderia entrar em operação no
segundo semestre de 2015.
A previsão agora é que a nova unidade possa entrar em operação no primeiro trimestre de 2016.